Em meio a grande expectativa iniciamos as receitas de palma, e com a ajuda da merendeira da escola saboreamos o primeiro prato. As professoras foram as cobaias e em seguida os alunos do Núcleo. Inicialmente, ficaram um pouco apreensivas, com receio de comerem, mas não resistiram o prato, e saborearam com muito gosto a deliciosa omelete de palma.
Após a aprovação dos professores foi a vez dos alunos. Alguns vieram fazendo caretas, mas ao provar o prato se deliciaram e disseram que tinham gosto de pizza. Aprovaram com unanimidade e sentiram-se realizados por estarem desenvolvendo um projeto tão interessante, onde está sendo possível incorporar uma nova cultura na alimentação humana.
Vale destacar aqui, que antes de realizarmos estas experiências, as receitas culinárias, procuramos o acompanhamento e aprovação de uma nutricionista: Doutora Cibele, que como profissional de saúde pudesse comprovar a importância nutricional para a nossa vida. Ela reforçou a pesquisa que havíamos realizado quanto a importância nutritiva para a nossa saúde:
‐verdura (100g de palma)
Composição química da palma
Umidade 91 g
Minerais 0,9g
Graxa 0,1g
Proteína 1,3g
Celulose 6,7g
Cálcio 200mg
Fósforo 17,0mg
Ferro 2,6mg
Vitamina C 15,9mg
Vitamina B2 0,04mg
Vitamina B1 0,03mg
1993.Apost. 15p. p7.)
Podemos neste momento expressar a nossa alegria de estar realizando este projeto tão importante para o semi-árido onde tantas pessoas vivem em condições de extrema pobreza, esquecendo muitas vezes da grande riqueza que usufrui em seu território: A palma forrageira.
A palma, antes de ser forrageira, é alimento. Os portugueses, no período colonial, trouxeram o cacto para o Brasil, a fim de explorar a cultura (mono, é claro). Mas não deu certo. E ele ficou largadão, aí.
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